Como todas as instituições na sociedade , a família também tende a evoluir. Assim, os moldes concebidos pela influência da Igreja Católica na construção das constituições de direitos humanos são transgredidos na atualidade. Contudo, é necessário levar em conta o caráter influenciador e determinista que a família possui no crescimento das gerações futuras.
Em analogia com o determinismo, é possível incluir a família como meio que produz o homem. Ou seja, se uma pessoa nasce numa família conturbada e violenta, ela vai adquirir estas características. Então, o pensamento arcaico arraigado em algumas famílias gerou grande parte dos preconceitos e segregações de etnia e de gênero atuais advêm principalmente, de influências religiosas.
Ainda sobre as ideias arcaicas, é possível citar que uma mãe ou pai solteiros enfrentam, perante a religião, para criarem seus filhos. O Papa Francisco quebrou esse pensamento ao batizar um criança de mae solteira, mostrando evoluções nos dogmas da Igreja. Também, é motivo de polêmica o casamento e a adoção entre homossexuais, por pressão daquela NSS bancadas do congresso.
É inegável a existência de vários tipos de família, mas, conforme os obstáculos citados anteriormente, o direito a esta é negado a milhares de crianças. A burocratização que héteros e homossexuais enfrentam é imensa e degradante, e faz com que dure anos, e, aqueles que não aguentam a espera, desistem. Assim, o caráter retrógrado presente nas leis é o que impede a concretização familiar.
Portanto, não é necessário que um padrão exista em detrimento de outro, e sim que haja equidade de direitos e oportunidades para todos. Também, que as ideologias arcaicas ainda existentes sejam mitigadas, para que os preconceitos que possam influenciar as gerações futuras sejam erradicados e todas as famílias vivam em comunhão.
Eduardo H.

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