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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Tema: Carnaval e futebol: a outra face da moeda



A bola da Copa das Confederações 2013, realizada no Brasil, recebeu o nome de "Cafusa", através da junção das palavras carnaval, futebol e samba. Esses três ícones são irrefutáveis na imagem festiva do país repassada para o mundo, mascarando a realidade que os brasileiros enfrentam. "Paz, carnaval, futebol, não mata, não engorda e não faz mal", a partir desse trecho de um axé nacional, indaga-se: será mesmo?

O carnaval brasileiro é considerado um dos maiores do mundo, e, para a realização dele, são investidas altas quantias do dinheiro público. No entanto, as marcas deixadas pela festa de momo vão além do auge do turismo nacional, elevando os índices de violência e de pessoas com DST's. Ademais, aos poucos, a festividade visa cada vez mais a população com melhores condições socioeconômicas, como por exemplo, em Salvador, onde o público é separado e os pagantes são isolados por um cordão

No âmbito futebolístico, o ex-presidente José Maria, da Confederação Brasileira de Futebol, envolveu-se no esquema de corrupção da FIFA. Outrossim, em dias de jogos, a sociedade é amendontrada pela violência que as torcidas organizadas vêm proporcionando. Vale mencionar que o futebol passa por um processo de modernização, e assim, deixou de ser acessível a todos, como principal causa, os valores abusivos dos ingressos.

A derrota por sete tentos a um sofrida pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo, em 2014, vai além dos gramados, e, a cada dia, o Brasil sofre novas goleadas em diversos setores sociais. As obras inacabadas e as praças esportivas abandonadas são reflexos dos maus investimentos do dinheiro público voltado para a copa no país. Altos custos que supririam parte da carência do sistema educacional brasileiro, que, segundo a OCDE, é um dos piores do mundo, ocupando a 53° colocação entre 65 países.

Dessa forma, a população não deve se contentar com a imagem de país do futebol e carnaval. Cabe as esferas governamentais direcionarem melhor os gastos da verba pública, sobretudo, para o setor da educação, que, de acordo com o socialista Robert Owen, é o remédio de todos os problemas sociais. Ademais, a criminalidade nesses eventos deve ser combatida, sendo plausíveis maiores investimentos na segurança pública. Sendo assim, a tradicional frase "com o brasileiro não há quem possa", passaria a ser realmente verídica.

Thomáz Pinho
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