Quando as luzes apagam
Não tem branco, não tem preto
Não tem cor de cabelo
Nem homo, nem hétero
Só há corpos
Dançando
Exalando
Queimando
Os desejos ocultos
No cotidiano aprisionados
A censura do social
Que contém o carnal
Que tira do ser a sensualidade natural
Mas quando as luzes apagam
Ah...
Não tem quem censure
Não tem quem segure
Não tem quem se prenda
Não tem quem dedure.
Eduardo Henrique
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