O entretenimento, em si, tem sido utilizado como forma de desviar atenção dos problemas sociais desde muito tempo. Hoje, no Brasil, não é diferente; assim como na Roma Antiga, muitos não se interessam no progresso político e econômico do país. Pelo contrário, acotovelam-se em estádios e disseminam ignorância e preconceito.
Ao voltar para a Roma Antiga, constata-se a falta de interesse no crescente aumento econômico da região. Fato que acarretou numa explosão populacional, e enquanto milhares se amontoavam nas periferias, outros se deliciavam no "Pão e Circo". A mesma coisa aconteceu durante a ditadura militar no Brasil, enquanto milhares sofriam nos massacres, outros se regozijavam nas copas do mundo.
No tempo hodierno, vê-se as Torcidas Organizadas, que transformam seu nome em paradoxo, uma vez que propagam o terror antes e após os jogos. Grande parte disso advém do cenário periférico, imerso na criminalidade, que se une ao amor pelo seu time, fazendo com que agridam física e verbalmente a torcida adversária.
Ainda vale ressaltar a ideologia segregante intrínseca ao futebol, no qual apenas "homens de verdade" participam. É possível ver isto nos comentários homofóbicos e no pouco investimento na vertente feminina do esporte. Inclusive, o racismo também se faz presente, para assim, caracterizá-lo, conforme Millôr Fernandes, de ópio da humanidade.
Com isso, é necessário que a sociedade brasileira se desprenda do retrogradismo que este esporte causa. Que procure seguir as tendências mundiais, ao adequá-los para inclusão e desenvolvimento social. Assim como procurar ler e tornar-se crítico, para que vejam quem são os verdadeiros heróis da população.
Eduardo H.

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