A marginalização de crianças, principalmente as das periferias, tem sido constante. Os motivos variam, seja para auxiliar a família, por serem influenciáveis ou porque não podem ser presas. O tráfico de drogas, por exemplo, engloba os menores de idade, para que realizem seus serviços, uma vez que a impunidade os impulsionam para tal.
Ao verem-se sem poder aquisitivo numa sociedade consumista, ou até mesmo a mando de seus familiares, os menores procuram dinheiro fácil de ganhar, nos focos de narcotráfico. Ao conviverem num cenário de violência constante, dentro e fora de casa, tomam para si esta mesma atitude, que os tornará verdadeiros atrozes. A falta de segurança pública eficaz causa a maior parte destes problemas, visto que, geralmente, quem comanda essas áreas são os chamados “Reis do Tráfico”.
Inclusive, vê-se os efeitos da falta de educação pública de qualidade, também, a falta de programas de inclusão social, que deixam tempo livre para que sejam englobados no mundo criminal. Para Kant, em suma, a educação tem papel de determinar a essência do ser humano, uma vez que este é livre, tanto para o bem quanto para o mal. Com isso, percebe-se que a escola seria o contraposto do universo criminal vigente.
Também, a impunidade causada pela alta maioridade penal é aproveitada pelos narcotraficantes, que utilizam-se de menores para não correrem riscos. Contudo, como visto em países como Alemanha e Inglaterra, com 14 e 10 anos, respectivamente, de idade penal, a redução não resolve tudo por si só, mas, deve estar atreladas à melhoria dos fatos supracitados.
Portanto, mesmo que não haja redução na maioridade penal, é necessário rever as políticas públicas, para que gerem inclusão social. Maiores investimentos na educação, principalmente na integral, atrelados a programas como os de esportes, artes e tecnologia, ocupariam o tempo dos jovens e ainda os ajudariam na escolha de suas profissões. E, investir na segurança retiraria o foco criminal, para, por fim, resultar numa sociedade segura e intelectualizada, garantindo um bom futuro para seus jovens.
Eduardo H.

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