Porque há o direito à leitura, então eu leio.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Tema: A preservação da Amazônia


Nada se cria, nada se perde, tudo de explora




Segundo Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo está inserido em um processo contínuo de renovação. Entretanto, o exaltado desmatamento da Floresta Amazônica ultrapassa sua capacidade de se regenerar, fator que corrobora um impacto negativo no meio econômico, social e ambiental do Brasil. 

Desde o período colonial brasileiro, durante a busca por especiarias e ouro, a interiorização territorial buscava explorar os recursos naturais como fonte primária da economia. Sendo assim, a herança cultural perpetuada por gerações se reflete na atualidade, exibindo a ausência de comprometimento das esferas governamentais e da sociedade com a vegetação típica do país, as quais continuam a desmatar sem consciência. 

Outra vertente que compromete a preservação da Amazônia é a ilegalidade na retirada de madeira. Segundo a ONU, cerca de mais de 60% do desmatamento ocorre sem autorização por lei, logo, falsificar notas fiscais tornou-se parte do processo de maquiar o crime. Ademais, a ausência de reflorestamento por parte das empresas compromete a diversidade local prejudicando assim a fauna e a flora, além da extinção de espécies. 

Vale ressaltar que a cultura do consumo contribui expressivamente para a extração excessiva da madeira. A constante necessidade de possuir produtos mais modernos e com design atual motiva a descarte precoce, o que influencia também o acúmulo de lixo. Por conseguinte, além do prejuízo ao solo, o qual fica mais suscetível a queimadas, a riqueza de especiarias, como óleos e sementes, é perdida mediante ao abuso de utilização do território, representando riscos aos recursos naturais. 

Em suma, a preservação da Floresta Amazônica é uma vertente que ainda necessita de grande cautela. Logo, o aperfeiçoamento da fiscalização da retirada da madeira, pelo Governo Federal e IBAMA, é essencial para extinguir esquemas ilegais de desmatamento. Bem como assegurar políticas públicas que garantam manter áreas de reserva legal e de posse indígena. Ademais, o desenvolvimento de leis que certifiquem a necessidade de reflorestar áreas exploradas, pelas esferas governamentais, é fundamental no processo de regeneração da natureza. A Amazônia é patrimônio social e cabe a sociedade prezar sua integridade perante ao crescente desgaste.

Brena Lins
Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Popular Posts

Copyright © Vernaculando | Powered by Blogger

Design by ThemePacific | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com | Distributed By Blogger Templates20