Nada se cria, nada se perde, tudo de explora
Segundo Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo está inserido em um processo contínuo de renovação. Entretanto, o exaltado desmatamento da Floresta Amazônica ultrapassa sua capacidade de se regenerar, fator que corrobora um impacto negativo no meio econômico, social e ambiental do Brasil.
Desde o período colonial brasileiro, durante a busca por especiarias e ouro, a interiorização territorial buscava explorar os recursos naturais como fonte primária da economia. Sendo assim, a herança cultural perpetuada por gerações se reflete na atualidade, exibindo a ausência de comprometimento das esferas governamentais e da sociedade com a vegetação típica do país, as quais continuam a desmatar sem consciência.
Outra vertente que compromete a preservação da Amazônia é a ilegalidade na retirada de madeira. Segundo a ONU, cerca de mais de 60% do desmatamento ocorre sem autorização por lei, logo, falsificar notas fiscais tornou-se parte do processo de maquiar o crime. Ademais, a ausência de reflorestamento por parte das empresas compromete a diversidade local prejudicando assim a fauna e a flora, além da extinção de espécies.
Vale ressaltar que a cultura do consumo contribui expressivamente para a extração excessiva da madeira. A constante necessidade de possuir produtos mais modernos e com design atual motiva a descarte precoce, o que influencia também o acúmulo de lixo. Por conseguinte, além do prejuízo ao solo, o qual fica mais suscetível a queimadas, a riqueza de especiarias, como óleos e sementes, é perdida mediante ao abuso de utilização do território, representando riscos aos recursos naturais.
Em suma, a preservação da Floresta Amazônica é uma vertente que ainda necessita de grande cautela. Logo, o aperfeiçoamento da fiscalização da retirada da madeira, pelo Governo Federal e IBAMA, é essencial para extinguir esquemas ilegais de desmatamento. Bem como assegurar políticas públicas que garantam manter áreas de reserva legal e de posse indígena. Ademais, o desenvolvimento de leis que certifiquem a necessidade de reflorestar áreas exploradas, pelas esferas governamentais, é fundamental no processo de regeneração da natureza. A Amazônia é patrimônio social e cabe a sociedade prezar sua integridade perante ao crescente desgaste.
Brena Lins

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