Com os diversos avanços tecnológicos do século XXI, principalmente dos veículos midiáticos, consegue-se uma maior visibilidade dos acontecimentos mundiais, e, dentre eles, as tragédias e horrores são uns dos maiores compartilhados, gerando viralização. Nesse contexto, nota-se que essas imagens calamitosas acabaram por provocar uma banalização do sofrimento. Dessa forma, cabe analisar quais os motivos que impulsionam os indivíduos a disseminar tais imagens, bem como as conseqüências dessa banalização.
Inicialmente, é essencial compreender as razões que estimulam a ação de milhares de compartilhamentos das imagens trágicas. Isso ocorre porque há uma relação entre a divulgação das ilustrações e a cultura do sensacionalismo, citada pelo sociólogo Guy Debord que explica a incessante busca pela audiência, a sociedade do espetáculo. Assim, aspirando por popularidade nas redes sociais, os internautas tornam essa prática de publicação banal. Além disso, promove neles uma sensação de bem-estar, por acreditar que a veiculação desses ícones mórbidos ajuda a combater as atrocidades do mundo, o famoso “ativismo de sofá”.
Nessa perspectiva, é fundamental destacar as consequências desse cenário, que torna acontecimentos sérios em corriqueiros. Isso se dá na medida em que uma grande parte das pessoas não mais se escandaliza ou se solidariza com a dor do outro. Por extensão, nota-se a formação de uma sociedade apática, a qual apresenta inversão de valores e ressalta ainda mais as características individualistas do mundo globalizado. Exemplo dessa indiferença é a difusão diária de fotos dos refugiados mortos e vídeos com práticas de bullying, mostrando desrespeito ao outro, desumanizando e enrijecendo a sociedade atual.
Portanto, fica claro que há uma real banalização do sofrimento devido a divulgação de imagens trágicas, prática acarretadora de consequências, as quais prejudicam as relações em sociedade. Logo, o Governo Federal, em parceria com as escolas e faculdades, juntamente às mídias sociais, devem promover campanhas de conscientização que visem apresentar a profundidade dos atos retratados nas fotos, buscando, também, a diminuição da sociedade do espetáculo. Além disso, com palestras, orientá-los para usar as redes sociais adequadamente, promovendo mobilizações, que, de fato, defendam causas e obtenham soluções para as tragédias mundiais. Agindo assim, espera-se, alcançar uma sociedade mais solidária, ativa e comprometida com os valores humanos.
Taynara Queiroz

Muito bom!
ResponderExcluirRealmente incrível seu ponto de vista!
ResponderExcluirlula presidento
ResponderExcluirbozonaro presidento seu merda
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